“De tanto desejar viver na década perdida, Luisa consegue se transportar para osanos 80. Seria mais uma do De Lorean? Seria uma viagem ilícita? Ou simplesmente uma
potente ferramenta do mundo virtual, conhecida como Dreams Realizator?”
Esta é o livro que está sendo lançado por Laís Eiras, em setembro, chamado 80’ Maniacs, que mistura linguagem atual por meio de seu site (http://oitentamaniaca.ash.com), com saudosismo da década de transformações políticas, amores juvenis, o despertar do rock nacional e muito gel com glitter new wave. Essa viagem no tempo é, mais que tudo, uma viagem de descobertas.
Em meio a essas revelações, Luisa reafirma seu amor pela cultura pop oitentista, desvenda os motivos pelos quais cantores meia-língua que faziam músicas sobre ursinhos de pelúcia causavam furor na mulherada, concluiu que as chacretes eram as pinups brasileiras e que o melhor lugar para alguns ídolos é realmente no pôster do armário que ficou na adolescência.
Pena que não havia celular pra registrar tudo isso. Ou um plano de minutos que transpusesse a relação espaço-tempo.
De volta pra casa, a heroína percebe que essa é a única década que já dura 20 anos. E hoje vivemos tentando melhorar tudo o que aconteceu, mas com muito menos maquiagem e sem calças semi-bag.
E, para garantir um toque de realidade em meio à viagem maluca de Luísa, algumas "testemunhas" da década (que dizem) perdida dão seus depoimentos sobre a cultura pop oitentista como Evandro Mesquita (Blitz), Clemente (Inocentes, Plebe Rude), Dé Palmeira (ex-Barão Vermelho), Luciano Nassyn (ex-Trem da Alegria), Guilherme Isnard (banda Zero), entre outros.
O livro 80 Maníaca estará disponível a partir de 03 de setembro, 20h46, no site Clube de Autores. Diversão e arte garantidas ou o seu mau humor de volta.
Leia entrevista exclusiva da autora para o Hora H:
Quando sua intenção em escrever sobre os anos 80?Eu sou "80maníaca" desde 1991. Não dá pra dizer que a década de 80 foi melhor ou pior que as outras. A maior lição da Luísa (personagem principal) no livro é que não existe época boa ou época ruim, todas têm suas vantagens e desvantagens. Eu também penso assim, mas é engraçado que tenho uma paixão pela década de 80, talvez por ter sido a década em que eu descobri o mundo, ou pela alegria que o rock nacional exalava nessa época. E eu fui criada ouvindo rádio e vendo Chacrinha.
O que mais te marcou nesta época?
A alegria e o colorido de alguns representantes do rock nacional como a Blitz, Ultraje, Barão Vermelho, Léo Jaime. Me marcou muito também a eleição do Tancredo Neves para presidente. Eu era pequena e não entendia exatamente o que aquilo significava, mas era impossível não sentir a euforia das pessoas na rua e nas reportagens de TV a respeito da vitória dele. É uma pena que ele não teve chance de cumprir as expectativas do povo.
Em sua opinião, o que ficou dos anos 80 em 2009?
Acho que a principal característica da cultura pop dos anos 80 que está presente na cultura de hoje é aquela irreverência, aquela que aprendemos a expressar com o fim da ditadura. A moda também sofre influência da década até hoje; abri uma revista feminina na semana passada e me deparei com uma matéria chamada "novos batons new wave"! Os artistas que fizeram sucesso na época também estão com tudo! Veja os vídeos no meu site (http://oitentamaniaca.ash.com/fatosreais.html) e você verá que a década perdida não acabou para muita gente.
Voltado para que público seu livro é escrito: Quem viveu a década de 1980 ou os jovens que hoje apenas ouvem falar desta época?
A princípio, fiz pensando no pessoal da minha idade... (ixi! Deixei escapar!) Mas acho que está bem acessível para o pessoal mais novo interessado em referências da década.
Algo interessante em sua obra é a interatividade do site de divulgação, que tem vídeos e áudio relacionados ao livro, além da personagem viajar pelo ‘Dreams Realizator’. O livro também busca esta linguagem atual?
A Luísa deixa escapar uns contrastes da personalidade dela; ela adora internet (tanto é que usa a internet para viajar no tempo), celular e outras modernidades, mas adora a década de 80 mais ainda. Acho que o site "herdou" esse caráter "dividido" da Luísa. Não pensei muito na hora de escrever, mas a revisora disse que o livro está com linguagem de filme, com uma certa rapidez nos fatos. E tem também uns depoimentos reais no início de cada capítulo, flertando com uma linguagem meio documentários. E, para quem gosta de interação, no final do livro tem uma surpresinha!
12 comentários:
Adorei! :-)
estudei com essa menina!
Essa menina não sabe o que está falando...anos 80????? só se ela morresse e voltasse ao tempo pra contar a história de novo! Ela não sabe o que diz, qualquer estudioso dos anos 80 diria a mesma coisa. Portanto, fica a dica, estude mais antes de falar de qualquer assunto!
Exatamente "Anônimo", vc tem razão. Estude antes de falar de qualquer assunto. Então LEIA o meu livro antes de falar qualquer coisa. Dica 2? Se tem tanta certeza assim do que fala, mostre a cara.
Beijos!
Coitada de você, já estudei muito nessa vida, mais do que você pensa. Sou advogado, mestre e quase doutor e tenho muito mais experiência que você. Sei muito bem o que estou falando também. Aliás, você estudou para escrever o seu livro? Pagou os direitos autorais referenciados e não referenciados?
Amigo anônimo, não me interessa saber seu currículo. E você não sabe do que está falando pois não leu meu livro. Apenas a revisora leu até o momento. Não estudei porque o livro é ficção, não tenho a pretensão de mandar um tratado sobre anos 80. E a quem eu devia satisfações sobre referências no livro, já foram dadas. Se não gosta de mim, não leia meu trabalho. Me ignore. Essa sua raiva de mim não fará bem para você.
AFF ! Acho que quem não dá a cara a tapa não merece atenção!
Arrasou no livro e nos comentários Lá!!!
Sucesso!!
Beijos
Mari
Tinha de ser um advogado... só falta ser de Brasilia rsrs
Pra mim, anônimo é sinônimo de covarde. Não merecia nem atenção!
Impressionante como o sucesso incomoda as pessoas.O pior de tudo é gente que não vai pra frente, não realiza seus sonhos, tenta suavizar suas frustrações falando mal das realizões alheias. Dignos de pena. Sabe o que isso significa, né Lalá?! O LIVRO JÁ É SUCESSO ANTES DE LANÇAAAAAR!!!! ÊÊÊÊÊÊ...
Laís, show de bola sua entrevista, vc vai arrebentar nesse seu primeiro livro de muitos que virão por aí. E ignora esse pessoalzinho dos comentários banais!!! Num gasta discutir com eles não!!!
Sucesso pra vc Bjão!!!
Analfabetismo funcional é uma praga a ser combatida. Do que adianta um CV do tamanho da Avenida Paulista, quando não se consegue entender o óbvio? Então, pra não deixar mais dúvidas, vamos explicar com todas as letras: este livro é uma ficção BASEADA em fatos reais. O que significa que ninguém viajou no tempo, mas a autora usa as referências da época para criar o seu enredo. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.
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